Manual de coleta de alimentos

INSTRUÇÕES PARA COLETA DE ALIMENTOS

ANÁLISE MICROBIOLÓGICA E FÍSICO-QUÍMICA

 

1 -    ALIMENTOS, BEBIDAS E MATÉRIAS-PRIMAS

1.1 – QUANTIDADE DE AMOSTRA A SER COLETADA

  • Deve-se proceder à coleta de amostras dos alimentos em suas embalagens originais não violadas, observando a quantidade mínima de 200g ou 200mL por unidade amostral;
  • No caso de toxinfecções alimentares, colher as sobras do alimento consumido pelo indivíduo afetado;
  • Produtos a granel, ou de porções não embaladas na origem, deve-se cumprir as Boas Práticas de Coleta;
  • No caso de alimentos comercialmente estéreis, cada unidade da amostra indicativa deve ser composta de no mínimo 3 (três) unidades do mesmo lote, para fins analíticos.

1.2 – Boas Práticas de Coleta

  • O responsável pela coleta não deverá apresentar ferimentos nas mãos e braços. Se isso ocorrer, cobrir o ferimento com curativo e usar luvas de látex descartáveis e estéreis;
  • Higienizar as mãos com sabão antisséptico ou lavar com sabão e fazer assepsia com álcool 70% deixando secar ao ar;
  • Não falar, tossir, espirrar ou realizar movimentos bruscos durante a coleta;
  • Em caso de amostras perecíveis, manter as amostras sob refrigeração, colocando as mesmas dentro de um segundo saco plástico limpo e resistente em caixas isotérmicas, contendo sacos com gelo;

1.3 – Envio da amostra

  • As amostras devem ser transportadas na mesma temperatura como é para a comercialização;
  • Alimentos com baixa atividade de água (desidratados, secos ou concentrados) podem ser transportados à temperatura ambiente, devendo ser protegido contra a umidade;
  • Alimentos congelados devem ser transportados congelados até o momento da análise, não podendo sofrer descongelamento total ou parcial durante o transporte (temp. abaixo de -18°C). O transporte deve ser feito em caixa de isopor com gelo seco, de forma que o produto não entre em contato direto com o gelo. No caso da embalagem não vedar a entrada de gases, deve-se utilizar uma embalagem secundária. Rótulos e etiquetas devem ser à prova d’água, para prevenir a perda de dados;
  • Alimentos refrigerados devem ser transportados e mantidos sob refrigeração desde a coleta até o momento da análise. A temperatura deve ser entre 0°C e 4,4°C e o intervalo máximo de 24 horas entre a coleta e a análise. Na impossibilidade de se proceder à análise no intervalo de tempo preconizado, as amostras devem ser congeladas e mantidas nas mesmas condições descritas para amostras congeladas. O transporte deve ser feito em caixa de isopor com gelo, sendo recomendável o uso de sachês de gelo reutilizável em gel. Na indisponibilidade do gelo em gel, pode ser utilizado gelo comum, desde que acondicionado em bolsas plásticas (DEVE SER EVITADO! Alguns microrganismos são sensíveis ao congelamento o que pode interferir no resultado da análise). Sempre evitar o contato direto da amostra com o gelo. Rótulos e etiquetas devem ser a prova d’água.
  • Alimentos comercialmente estéreis com embalagens em condições normais podem ser transportados e estocados à temperatura ambiente, devendo ser protegidos contra exposição a temperaturas superiores a 45°C. Embalagens estufadas devem ser acondicionadas em bolsas plásticas devido ao perigo de vazamento de material de alto risco microbiológico. O transporte e a estocagem devem se feitos sob refrigeração (0 a 4°C) e o intervalo entre a coleta e a análise deve ser o menor possível, não devendo ultrapassar 48h. Se a análise destinar-se à confirmação de suspeita de deterioração por bactérias termófilas, a refrigeração não é indicada.

1.4 – Amostras de equipamentos, utensílios e manipuladores de alimentos

  • Este tipo de amostra deve ser colhido, necessariamente, por um técnico do laboratório.

 

DEMONSTRAÇÃO DO PROCEDIMENTO DA COLETA DE ALIMENTOS

1. Identificar o saco de coleta com os dados da amostra

Identificar o saco de coleta com os dados da amostra

2. Destacar a parte superior e abrir saco

Destacar a parte superior e abrir saco

3. Com auxílio de um utensílio estéril (colher, espátula, etc.), transferir o produto para o saco de coleta

Com auxílio de um utensílio estéril (colher, espátula, etc.), transferir o produto para o saco de coleta

4. Retirar o ar presente, enrolar a extremidade superior (fita amarela) de 4 a 5 vezes e dobrar os cantos para manter o saco bem fechado(se necessário, colocar uma fita adesiva para evitar abrir o frasco no transporte)

Retirar o ar presente, enrolar a extremidade superior (fita amarela) de 4 a 5 vezes e dobrar os cantos para manter o saco bem fechado(se necessário, colocar uma fita adesiva para evitar abrir o frasco no transporte)

OBS: Preferencialmente os alimentos devem ser enviados ao laboratório em suas embalagens originais.

RESULTADOS
REQUISIÇÕES E FORMULÁRIOS
REDES SOCIAIS
2009 Cernitas – CDV – Centro de Diagnóstico Veterinário – Laboratório por