Cardiomiopatia em cães e gatos
23 de fevereiro

As doenças do coração em cães e gatos sempre foram muito comuns na rotina clínica, porém com o aumento do tempo de vida destes animais a freqüência dos diagnósticos vem estimulando vários profissionais a se especializarem no ramo da cardiologia veterinária. Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) é um termo genérico que abrange diversas enfermidades que causam limitações da função cardíaca, e quando isto ocorre podemos observar diversos sinais clínicos como: cansaço, tosse seca, intolerância a exercícios, língua roxa, inchaço nas patas, aumento de volume abdominal e até desmaios, que muitas vezes são confundidos com estados convulsivos. Estes sinais são importantes caracterizadores de doenças cardíacas. Portanto, o proprietário deve procurar rapidamente atendimento veterinário para uma consulta cardiológica e realização de exames complementares, a fim de descartar ou confirmar o problema. O eletrocardiograma (E.C.G) é um importante meio diagnóstico para primariamente promover a avaliação do ritmo cardíaco, pois arritmias severas podem levar o animal à morte súbita. Em locais onde exames ultrassonográficos do coração (ecocardiograma) são disponíveis, deve-se também realizá-lo, já que este exame fornece informações importantes sobre a função cardíaca e a doença de base, além de auxiliar no acompanhamento de animais em tratamento. A principal doença cardíaca que afeta cães em todo o território nacional é a Endocardiose, que é uma enfermidade crônica que afeta as válvulas do coração e que ocorre geralmente em cães de meia-idade e mais velhos. Por esse motivo, a consulta cardiológica deve ser uma rotina para cães a partir de 8 anos de idade. Já os gatos são mais acometidos pela Cardiomiopatia Hipertrófica Felina, que se caracteriza por um espessamento inexplicável do músculo cardíaco. Esta condição é genética em numerosas raças felinas, incluindo Main Coon, Persas e Ragdoll. Ambas as doenças podem provocar um ou mais sintomas dos anteriormente descritos e geralmente não têm cura, porém com o acompanhamento veterinário de rotina há uma grande melhora da qualidade de vida e consequentemente da função cardíaca.

Fique atento ao comportamento do seu animalzinho. Sempre que ocorrer qualquer dessas alterações descritas acima, procure o Médico Veterinário. O diagnóstico precoce é muito importante para aumentar as chances de cura ou controle da enfermidade.





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2 Comentários em “Cardiomiopatia em cães e gatos”

  1. Lucia disse:

    teste

  2. Daniel Chaves disse:

    ok.

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